“Nisto se
manifesta o amor de Deus para conosco: que Deus enviou seu Filho unigênito ao
mundo, para que por ele vivamos. Nisto está o amor, não em que nós tenhamos
amado a Deus, mas em que ele nos amou a nós, e enviou seu Filho para
propiciação pelos nossos pecados.” 1
João 4.9,10
Temos visto nos últimos dias, muitas pessoas usando o Evangelho para qualquer beneficio pessoal, e estão se esquecendo o real objetivo da morte de Jesus em um madeiro. Consequência disso, estamos vendo pessoas que estão frequentando igrejas como se fosse bailes, clubes sociais ou ponto de encontro. Pessoas que não vivem uma nova vida. Dizem até que entregam as suas vidas para Cristo, mas nas práticas de vida de tais pessoas percebemos que ainda estão vivendo uma vida sem Jesus.
“A religião e os arranjos podem embelezar o
cadáver e torná-lo mais apresentável, porém jamais poderão dar-lhe vida.” Só
Deus tem o Poder para dar Vida (Ef. 2.4,5).
O Senhor sem dúvida levantou muita gente
dentre os mortos (Mt. 11.5), mas nos registros dos Evangelhos, só a
ressurreição de três pessoas é descrita: A filha de Jairo (Lc. 8.40-56), o
filho da viúva de Naim (Lc. 7.11-17), e Lázaro, um amigo especial de Jesus (Jo.
11). Ao estudar esses três relatos sobre a ressurreição, você aprenderá algumas
verdades básicas a respeito da ressurreição espiritual que traz salvação e nova
vida aos que creem em Jesus Cristo.
A
filha de Jairo só tinha doze anos quando morreu. O filho da viúva era “jovem”, talvez no fim da adolescência
ou início da casa dos vinte anos. Temos a impressão que Lázaro era um homem
mais velho, mas ele também morreu. Uma
coisa nós aprendemos nessas três passagens, a morte não respeita a idade e,
sendo a morte uma figura do pecado, essas três pessoas nos ensinam que o pecado
matou toda a raça humana. As crianças pecam, os jovens de igual forma e os
adultos não são diferentes todos são sujeitos a pecar (Rm. 3.23).
A filha de Jairo acabara de morrer. O
jovem na procissão fúnebre de Naim estava morto há pelo menos um dia, pois os
judeus geralmente faziam enterros 24 horas depois da pessoa morta. Lázaro
estava no túmulo a quatro dias quando Jesus chegou em Betânia. Qual dessas
pessoas estava mais morta? Você sorri dessa pergunta e tem razão; Não existem
graus de morte. Porém, existem graus de decomposição. A filha de Jairo não
estava nada decomposta; de fato, parecia apenas adormecida. O corpo do jovem de
Naim estava começando a entrar no estado de decomposição, pois já se passavam
24 horas.
Lázaro já estava
de quatro dias no túmulo e, segundo Marta, já cheirava mal. Embora todos os pecadores perdidos, que jovens
ou velhos, estejam espiritualmente mortos, nem todos se encontram no mesmo
estado de decomposição. Uns são filhos pródigos que cheiram a chiqueiros por
fora, outros são fariseus que estão cheirando mal por dentro (Mt. 23. 25-28).
Bem pessoas bem
sucedidas na vida material, porém vive com cheiro de decadência, mas disfarça
com uma bela roupa de grife ou um belo carro importado. Assim também podemos
ver pessoas que se dizem ser cristãs, mas no seu interior o pecado da inveja,
mentira, lascívia e etc... tem deixado a sua alma em estado de decomposição. “O salário do pecado é a morte” (Rm. 6.23), e não há graus de morte, só graus de decomposição.
Algumas pessoas dizem: “Não sou tão
mau quanto outras pessoas”, não está captando a mensagem. A
questão não é decadência, é morte.
O que o individuo
morto precisa de vida e essa vida só pode vir de Jesus Cristo. A vida
espiritual é um dom, da mesma forma que a vida física. Você e eu podemos
cultivar a vida física, mas não podemos dar vida a um morto. Só Deus tem esse
Poder (Jo. 5.26).
Cada um desse três personagens que nós
lemos acima, receberam a vida novamente mediante a Palavra de Jesus (Lc. 7.14;
Lc. 8.54; Jo. 11.43), pois somente na Palavra de Deus encontramos vida, pois
ela possui vida (Hb. 4.12). Mesmo que estejam mortos por suas transgressões e
pecados, eles podem ouvir a voz do Filho de Deus, quando o Espírito Santo usa a
Palavra para declarar a sua necessidade e a Graça de Deus que satisfaz essa
necessidade (Rm. 10.17). Cada um deu uma evidência confiável que realmente estavam
vivos. A filha de Jairo levantou-se da cama, andou e se alimentou (Mt. 5.42,43;
Lc. 8.55).
Todos que
participaram da ressurreição espiritual de verdade, devem dar evidência da sua
nova vida pelo seu andar e apetite. O comportamento cristão, é diferente por
causa da nova vida em seu íntimo (Rm. 6.4), pois antes o seu apetite eram para
as coisas terrenas, passageiras e carnais, mas agora o seu apetite são pelas
coisas celestes e eternas (Cl. 3.1,2).
Junto com a nova
natureza (2 Pe. 1.3,4), o filho de Deus recebe um novo apetite pelas coisas de
Deus. Como crianças recém-nascidas, desejamos o alimento da Palavra de Deus (1
Pe. 2.2,3) e não mais pelas coisas carnais e passageiras. O jovem da viúva de
Naim deu evidência que estava realmente vivo, sentando-se e falando (Lc. 7.15).
Se houver nova vida
em nós, ela será, certamente, revelada pelo que dizemos e a forma como dizemos.
Se o coração tiver sido transformado pela Fé em Cristo, o modo de falar deve
modificar-se também (Mt. 12.34). Antes vivíamos uma vida na mentira, mas com o
novo nascimento passamos a falar apenas a verdade (Ef. 4.25). Se antes nossa
boca tinha só palavras desequilibradas e amargas, depois da ressurreição
espiritual as nossas palavras serão temperadas e agradáveis (Cl. 4.6; Ef.
4.31).
Se antes
andávamos difamando alguém, depois da ressurreição não difamamos mais (Tt
3.1.2). Lázaro deu evidências que estava vivo quando ele saiu pela porta do
túmulo, embora estivesse com as mãos e os pés amarrados. Jesus ordenou que desatassem a mortalha (Jo. 11.44).
Por que alguém aceitaria ser atado como um cadáver e cheirar com um cadáver? O
Velho Homem morreu! Então o Novo Homem viver com as mesmas atitudes do Velho
Homem (Ef. 4.22-24).
As pessoas
ressuscitadas mediante a Fé em Jesus desejarão despojar-se das mortalhas e
colocar as “Vestes da Graça” que identificam o verdadeiro filho de Deus (Cl. 3.
9,10,12). Jesus Cristo não tem simplesmente vida e dá vida; Ele é vida. Jesus
disse o que ninguém mais poderia dizer (Jo. 11.25; 14.6). Que paradoxo: Ele
morreu para que tenhamos vida! Que tragédia: esta vida está a disposição de
todos que queiram receber Cristo, porém, bem poucos irão se arrepender-se e
crer. Ou será que não contamos a eles as Boas Novas?
Nota: “O Que as Palavras da Cruz Significam
Para Nós”, Warren W. Wiersbe.



15:08
Unknown

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