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| Marcos Silva. |
Os companheiros do noivo acham-se
expressamente mencionados na história de Sansão; também são indicadas as
companheiras da noiva em Jz 14. 10 a 18 e Sl 45.9,14,15. As amigas e companheiras da noiva
cantavam o Epitálamo, ou cântico nupcial, à porta da noiva, à tarde, antes do
casamento.
Os convidados das duas partes são
chamados “filhos das bodas”, sendo isto um fato que lança muita luz sobre as
palavras de Jesus Cristo: “Podem acaso estar tristes os convidados para o
casamento, enquanto o noivo está com eles?” (Mt 9.15).
O noivo parte de tarde a reclamar a sua noiva,
a hora já avançada, acompanhado dum certo número de amigos; e todos em
procissão levam tochas e lâmpadas, indo adiante, geralmente, uma banda musical.
Nenhuma pessoa pode juntar-se ao
cortejo, sem alguma espécie de luz.
Estopa ou farrapos de linho
são muito torcidos e metidos em certos vasos de metal, no topo dum varapau.
Doutras vezes a lâmpada ou a tocha vai
em uma das mãos, ao passo que a outra segura um vaso de azeite, havendo o
cuidado, de quando em quando, de deitar azeite na candeia para conservar acesa
em todo o trajeto (Mt 25.1-8).
Depois da cerimônia e bênção do
casamento, são conduzidos o noivo e a noiva com grande pompa à sua nova casa. A
procissão assemelha-se, em todos os seus principais aspectos, à do noivo que
vem buscar a sua noiva. O episódio da “veste nupcial” baseia-se no fato de que
era costume aparecerem as pessoas nas festas do casamento com ricos vestidos.
Havia um guarda-roupa, do qual,
podia servir-se todo aquele que não estava devidamente provido de veste
nupcial.
Se o casamento era entre pessoas de
alta estirpe, recebia cada convidado uma magnífica vestimenta. Estavam as
vestes penduradas numa câmara por onde passavam os convidados, que se revestiam
em honra do seu anfitrião antes de entrarem na sala do banquete.
Ainda prevalece no Oriente este
costume: quando um homem rico faz uma festa, ordena uma espécie de peliça, para
vestir sobre a sua roupa.
Fonte: Dicionário Bíblico Universal



20:06
Unknown

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